O Programa Boas Práticas de Turismo de Base Comunitária na Serra do Brigadeiro é um projeto criado com o intuito de facilitar o acesso dos turistas no turismo rural da região do entorno da Serra do Brigadeiro. Os trabalhos desenvolvidos estão ligados a economia solidária, vivências rurais, trabalhos voluntários de construções rurais, agroecologia. Mas o principal objetivo do programa é resgatar a cultura popular dos grupos folclóricos da região, mobilizando-os para inserirem suas atividades na programação turística do espaço rural.
O Boas Práticas é desenvolvido através de um consórcio entre as ONG’s: Centro de Pesquisa e Promoção Cultural de Arapong (CEPEC) a e Associação Amigos de Iracambi, com o apoio do Ministério do Turismo. Além de parcerias com o Instituto Estadual de Florestas e as Associações dos Circuitos Turísticos da Serra do Brigadeiro e do Serras de Minas. Para a sua maior visibilidade, em âmbito nacional e internacional, o projeto também é membro da Rede TRAF - Turismo Rural na Agricultura Familiar e da Rede Brasileira TURISOL - Turismo Solidário.
O Programa implantou cinco Núcleos de Turismo de Base Comunitária (NTBC) que envolve 30 famílias de agricultores diretamente, e mais 36 famílias de forma indireta. Os grupos formados são o NTBC do Boné com três empreendimentos rurais; NTBC da Pedra Redonda, de São Joaquim e dos Galdinos todos com cinco empreendimentos rurais e o NTBC do Itajurú com 12 empreendimentos rurais.
Mais informações: www.cepecmg.org.br/tbc
Desafios do Programa de Boas Práticas
O Programa vivencia dois grandes desafios para a sustentação do Boas Práticas de Turismo de Base Comunitária na Serra do Brigadeiro. O primeiro é a criação de um grupo gestor para estes cinco Núcleos de Turismo de Base Comunitária, que darão o suporte necessário para a sua continuidade na comercialização dos roteiros.
O grupo fundador do projeto pretende buscar recursos financeiros para realizar uma missão técnica de intercâmbio com o Programa Acolhida na Colônia em Santa Catarina, bem como recursos necessários para estes gestores trabalharem. Outro desafio é a construção de fossas sépticas para todos os empreendimentos turísticos trabalhados no Programa Boas Práticas de Turismo de Base Comunitária, o que significa 30 fossas sépticas.